Diferenciação Celular

Apesar de todas terem a mesma informação genética, as células têm formas e funções diferentes, dependendo do ambiente circundante.
Ao longo do desenvolvimento do indivíduo ocorre a diferenciação celular (especialização das células em determinadas funções). Isto é conseguido através da inibição de algumas funções, "adormecidas" por inibidores. Ou seja, cada célula conserva todo o seu DNA, embora só uma parte do material genético esteja activa.
As células indiferenciadas podem readquirir a capcidade de originar um novo organismo, designando-se por células totipotentes.


Importância do DNA na Investigação Forense

- A técnica de identificação baseada na comparação de DNA foi intitulada como a maior revolução científica no mundo forense desde o reconhecimento das impressões digitais como característica individual.
- Esta técnica é muito importante na identificação pessoal, visto que a informação do DNA de cada indivíduo é única.
- Enquanto as impressões digitais podem ser modificadas através de cirurgias, não é possível alterar o DNA de um indivíduo.
O DNA de interesse forense pode encontrar-se tanto no núcleo como nas mitocôndrias de uma célula.
Existe um modo rápido e simples de comparar o DNA de diferentes pessoas: O perfil do DNA (contituído por sete etapas):

1. Colecta da amostra: são recolhidas evidências biológicas no local do crime, sendo que as mais comuns são sangue, sémen, saliva, cabelo, pele, urina, unhas, ossos, suor, fezes, músculo, pêlos e dentes.



2. Isolamento do DNA: o DNA é extraído das células ou tecidos das amostras.

3. Corte do DNA: O DNA é dividivo em fragmentos por acção de uma enzima de restrição.

4. Separação dos Fragmentos: as porções de DNA são ordenadas por tamanhos, através da electroforese.

5. Tranferência do DNA: os fragmentos são transferidos para uma membrana de nailon para melhor visualização.

6. Hibridização de Sondas: formam-se segmentos de DNA marcados, através de processos de radioactividade ou fluorescência.

7. Perfil do DNA: é contituído um padrão com bandas de diferentes tamanhos, que pode ser comparado com o de outros indivíduos.



Aplicações deste processo:


- Incriminar os culpados
- Inocentar pessoas falsamente acusadas de crimes que não cometeram
- Corrigir injustiças do sistema judicial
- Distinguie crimes isolados de crimes em série
- Reconhecer corpos mutilados
- Identificar ossos e órgãos humanos
- Investigar a paternidade em casos de violação
- Identificar cadáveres carbonizados ou em decomposição

A análise do DNA deve ser feita de um modo muito cuidadoso, pois este está sujeito a degradações (por acção do calor e da humidade) e a contaminações (por deposição do DNA de outro indivíduo na amostra e devido à sensibilidade dos procedimentos laboratoriais)

Curiosidades:

-O primeiro caso de identificação criminal através da análise e comparação de DNA ocorreu em 1985, na Inglaterra.
-Existem casos (apesar de muito raros) em que o mesmo indivíduo é portador de dois perfis de DNA distintos.
-A probabilidade de se encontrarem duas pessoas com as mesmas sequências de fragmentos de DNA é de 1 em 6 bilhões


Reflexão:
Com a realização deste trabalho foi possível entender como funciona a identificação baseada na comparação do material genético.
Percebi que, por detrás da "simples" comparação entre dois perfis de DNA, existe um longo processo que deve ser realizado com o máximo rigor e cuidado possível, visto que o mais ínfimo erro pode provocar a degradação ou contaminação das evidências criminais.
Concluí também que o DNA é muito importante na investigação forense, visto que a informação genética de cada indivíduo é exclusiva, sendo assim possível identificar qualquer pessoa (salvo raríssimas excepções).
Este trabalho permitiu-me também comprovar que o material genético é, de facto, o suporte de toda a informação biológica, constituíndo algo incomparável.

Divisão das Células

A Fase Mitótica é o processo através do qual as células se dividem. Esta fase pode ser diferenciada em duas etapas: a Mitose (onde se distingue a Profase, Metafase, Anafase e Telofase) e a Citocinese.



Profase - os cromossomas individualizam-se e os centríolos deslocam-se para pólos opostos da célula iniciando-se, entre eles, a formação do fuso acromático. Entretanto, a membrana nuclear e os nucléolos desaparecem.

Metafase - Os cromossomos atingem a condensação máxima e alinham-se no centro da célula, formando a designada placa equatorial de cromossomas.

Anafase - Os centrómeros quebram, separando-se assim os dois cromatídios que passam a formar dois cromossomas independentes. Estes cromossomas afastam-se para pólos opostos da célula (ascensão polar dos cromossomas-filhos).

Telofase - Dá-se a descondensação dos cromossomas e a dissolução do fuso acromático. A membrana nuclear reorganiza-se em torno de cada conjunto de cromossomas e os nucléolos reaparecem.

Citocinese - Divisão do citoplasma que leva à individualização das células-filhas.

DNA e a sua estrutura

O DNA é o suporte molecular da informação genética que coordena toda a actividade celular.
Este ácido nucleico contém duas cadeias, dispostas em dupla hélice, como uma "escada espiral". Cada nucleótido possui três constituintes: um grupo fosfato, uma pentose e uma de quatro bases azotadas (adenina, timina, citosina ou guanina). As ligações de pentose e fosfato formam a espinha dorsal dupla da molécula, como "um corrimão da escada espiral".
O código genético é definido pela sequência das bases azotadas que se encontram nos "degraus da escada", consituídos pelas bases azotadas. Estas bases ligam-se através de pontes de hidrogénio de forma muito específica. A adenina liga-se apenas com a timina e a citosina apenas com a guanina. Enquanto que esses pares de bases não mudam, a sua ordem ao longo da cadeia pode variar enormemente.


Neste design elegante vemos como a natureza arquiva as instruções para construír todos os seres vivos.

Alerta! - Gripe A

Falando agora de algo mais sério, todos temos conhecimento do novo perigo que anda à espreita: a gripe A. Como não poderia deixar de ser, achei conveniente colocar algo acerca deste tema.
Para ficarmos mais ilucidados acerca da facilidade de propagação do vírus, sugiro a visualização do vídeo seguinte:

De facto, é extremamente complicado evitar a divulgação da doença e praticamente impossível travá-la. Ainda assim, existem várias medidas a tomar (embora não sejam suficientes) que podem dificultar a propagação do vírus, tais como:

  • Evitar o contacto próximo com pessoas com gripe;
  • Em caso de doença, permanecer em casa;
  • Cobrir a boca e o nariz com um lenço de papel ao tossir ou espirrar, e colocar o lenço de imediato no recipiente do lixo;
  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou com produtos à base de álcool
  • Evitar o contacto das mãos com os olhos, nariz e boca;
  • Limpar frequentemente as superfícies ou objectos mais sujeitos a contacto com as mãos;
  • Evitar cumprimentar com abraços, beijos ou apertos de mão.

Em conclusão, é necessário acautelarmo-nos e, principalmente, ter a noção de que todos os cuidados são poucos!